7 de fev. de 2011
A vida muda quando você muda
Já dizia meu velho pai (que Deus o tenha sob sua guarida) Meu filho não existe governo bom ou ruim. Existem pessoas esforçadas, que fazem o possível e o impossível para se darem bem na vida, ao mesmo tempo em que existem pessoas acomodadas com a situação. As primeiras estão sempre procurando progredir mais e mais, sempre procurando mais conhecimento sobre seu trabalho, sobre as coisas que o cercam, pois só assim conseguira sobressair-se sobre os demais. As acomodadas passarão a vida inteira reclamando de tudo e de todos, mas não serão capazes de mudar uma vírgula para sair do marasmo em que se encontram, serão sempre infelizes, mas sempre por culpa de alguém, nunca por vontade própria. Um dia ele me disse em alto e bom som; quer saber quem atrapalha seus planos de progresso, aquele que esta sempre te passando uma rasteira, te impedindo de caminhar rumo ao sucesso, pois bem se olhe no espelho e saberá quem é teu maior inimigo. Disse-me ele; aprendi com Veríssimo que certa feita escreveu; O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. A maneira como você encara a vida é que faz toda a diferença. “A vida muda, quando você muda”.. Luis Fernando Veríssimo. Isso quer dizer que somos o que projetamos ser, nada mais nada menos. Meu pai nunca amealhou fortuna material, mas criou quatorze filhos sempre com grande fartura de alimentos, sempre do bom e do melhor. Mas deixou para seus filhos como herança aquilo que dinheiro nenhum pode comprar.. A honra, o caráter e a honestidade. Sem levar em conta que em sua existência ele atravessou períodos críticos como a segunda guerra mundial, as lutas internas no Brasil, passando pelo Getulismo e chegando até mais da metade do militarismo instalado aqui em mil novecentos e sessenta e quatro. Dizia ele a seus próximos, a meus filhos ensino a viver com dignidade, agora fortuna, se elas quiserem que a façam. É nestes ensinamentos que me deixou que baseio até hoje minha vida, pois não é de bens materiais que ela precisa para se tornar melhor ou pior que de outras pessoas. Eu preciso de bens espirituais para viver de bem com a vida, independente de qualquer governo seja ele bom ou ruim, do candidato A ou do candidato B. Digo isso por que conheci e conheço pessoas que vivem hoje na sarjeta levando uma vida miserável, morando na rua sem dignidade nenhuma, mas que estão ali por opção própria. Morei em uma cidade do vale do Paraiba, uma região do estado de São Paulo onde prevalecem as maiores indústrias multinacionais, entre elas a Ford, a VW, a GM a Embraer, etc, etc.. Entre as pessoas que conheci me lembro de uma que morreu a míngua, freqüentando em seus últimos dias o que costumamos chamar de pedágio, onde um grupo de desocupados se reúne todos os dias para cercar os transeuntes para pedir dinheiro para comprar cachaça e cigarros. Um bom salário na fabrica de aviões e uma profissão quase sem concorrência não foram suficientes para que ele permanecesse na firma. Motivos outros que prefiro não citar o levaram a morrer na sarjeta. Outro que conheço e que ainda vive, mas vivendo da mesma maneira também tinha ótimo salário na GM. Era supervisor na sua área de serviços comandando dezenas de funcionários. Hoje quem o vê pelas ruas nem imagina o que ele já foi um dia, sendo que aqueles que não o conheceram antes certamente bradarão contra o governo dizendo.. Estão vendo como o governo não presta, as ruas estão infestadas de miseráveis sem trabalho, passando fome e o governo não se mexe. De minha parte posso dizer a vocês o seguinte.. Não fossem as coisas boas que aprendi com meu pai, com os trancos que levei da vida, e que não foram poucos, muito pelo contrario cada um mais forte que o outro, por muito pouco não fui fazer companhia a eles no tal pedágio. Ai de nada adiantaria ficar gritando aos quatro cantos do mundo.. Estou aqui por culpa do governo. Por mais que eu conseguisse enganar as pessoas sempre haveria uma que eu jamais iria conseguir enganar. Esta pessoa seria eu mesmo.
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smcvinicius
26 de jan. de 2011
A bolsa familia sob o meu ponto de vista
Há não muito tempo atrás, lá pela década de 80 as grandes indústrias do ramo automobilístico e similares contavam com um enorme numero de pessoas com curso superior (professores, advogados, engenheiros, etc...) trabalhando em setores que deveriam ser ocupados por operários comuns, já que a função exercida era de ajudante geral. O motivo para isso é que os mesmos não conseguiam exercer a função para a qual tinham estudado pelo simples fato de não haver oportunidades para tal devido à crise interna do pais. Precisavam sobreviver, isto é obvio, mas com isso tiravam a chance daquele pobre mortal que não teve a oportunidade de estudar e diante da concorrência amargavam o desemprego. Viam-se estes obrigados a viver modestamente em subempregos, fazendo bicos, juntando papelão, vendendo salgadinho nas ruas e por ai a fora. Nessa época de aperto para o País o governo nada fez para ajudar essas pessoas menos favorecidas, ao contrario, o que fizeram foi uma lei proibindo as fabricas de contratar pessoas que não tivessem no mínimo a oitava serie ginasial para ocupar qualquer cargo que fosse dentro da empresa. Alegavam com isso que só assim o povo se veria obrigado a estudar, mas na verdade o que queriam mesmo era garantir o emprego dos trabalhadores com diploma de curso superior, pois a maioria deles era classe media alta aja visto que os mais pobres só tinham uma opção, ou trabalhavam ou trabalhavam. Naquele tempo trabalhar e estudar ao mesmo tempo eram coisa para herói, e se dedicar apenas ao estudo era coisa para burguês. Tudo isso poderia ser considerado como fatos de uma historia que já ficou para trás não fosse por um único motivo. Hoje com o Brasil caminhando cada vez melhor esses mesmos diplomados que ocupavam as vagas de emprego referidas em detrimento daqueles mais humildes estão aposentados, mas continuam a trabalhar na empresa ou saíram, mas colocaram parentes (filhos, sobrinhos, etc...) para ocupar as vagas abertas por eles o que é até aceitável. Mas o que não dá para aceitar é que esses mesmos empregados que sobreviveram ou sobrevivem até hoje através daqueles que herdaram suas vagas venham a publico reclamar. Reclamam dos menos favorecidos que ficaram sem emprego e conseqüentemente sem recursos para educar seus filhos por receberem estes auxilio financeiro do governo através da bolsa familia, chamando-os de esmoleiros e vagabundos. Ignorantes que só sabem fazer filhos. Segundo os mesmos esses que eles chamam de miseráveis trocam seus votos pela esmola dada pelo governo á custa do suor do seu trabalho, já que são eles os trabalhadores que pagam os impostos. Criticam o governo dizendo que o mesmo deveria ensinar a pescar ao invés de dar o peixe. Mas nenhum deles tem a ousadia de agradecer aos que eles chamam de miseráveis, que justiça seja feita, são os verdadeiros donos da vaga por eles ocupada. Se hoje eles vivem bem, têm seus filhos em boa escola e tudo o mais, eles jamais poderiam esquecer que um dia, em um passado não muito distante eles se livraram da crise que assolava o pais usurpando uma vaga de emprego que não lhes pertencia. Perdoem-me os leitores que não concordarem comigo, mas esta é minha opinião.
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